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Hipersensibilidade Alimentar: Os impactos nos resultados clínicos

No Workshop de Medicina e Longevidade, o farmacêutico e bioquímico Gustavo Janaudis abordou o tema “Hipersensibilidade Alimentar: Os impactos nos resultados clínicos”

A resposta inflamatória é desencadeada pelo reconhecimento do sistema humano de antígenos através do sistema imunológico inato, que inclui barreiras físicas, químicas e biológicas. Elas constituem a primeira linha de defesa do organismo. Por outro lado, a resposta imune adquirida, também conhecida como adaptativa, é ativada após o contato com vários antígenos imunogênicos.



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Tipos de Reações na Hipersensibilidade Alimentar

A classificação de Gell e Coombs identifica cinco tipos de reações imunomediadas:

  1. Tipo I – anafilática (mediada pela IgE, ativando mastócitos)

  2. Tipo II – citotóxica (mediada pela IgG, fagócitos e complemento)

  3. Tipo III – imunocomplexos (mediada pela IgG, complexos imunes e fagócitos)

  4. Tipo IV – celular ou tardia (mediada por linfócitos T – Th1, Th2 ou Tc)

  5. Tipo V – autoimune (mediada pela IgA, M ou G, e complemento)

Além disso, existem respostas imunomediadas a alimentos, como reações alérgicas (IgE – Alergia tipo I) e hipersensibilidade alimentar (IgG – Alergia tipo III). Também existem respostas não imunomediadas decorrentes de deficiências enzimáticas, doenças metabólicas ou intoxicações (Intolerância alimentar).

Anticorpos e Sintomas em Pacientes com Hipersensibilidade Alimentar

Em relação aos anticorpos, eles geram sintomas específicos, como a IgE causa reações imunológicas imediatas, anafiláticas, com sintomas graves, enquanto a IgG desencadeia reações imunológicas tardias, com sintomas que aparecem horas ou dias após o consumo do alimento, mas sem risco de vida.

Prática Clínica

As hipersensibilidades alimentares estão relacionadas ao aumento da permeabilidade intestinal, conhecida como Síndrome do Intestino Permeável. Também podem ser desencadeadas pelo enfraquecimento do sistema imunológico devido ao uso de antibióticos, parasitas, bactérias, vírus, álcool, medicamentos, estresse e má alimentação.

Dessa forma, cabe ao nutricionista prescrever dietas de exclusão baseadas em testes de IgG específicos para alimentos que podem ser eficazes no tratamento de doenças crônicas. Além disso, em pacientes com síndrome do cólon irritável, a exclusão de alimentos intolerantes resulta na redução da severidade dos sintomas.

Matéria elaborada pela colunista Sara Gonçalves, com base na palestra do farmacêutico e bioquímico Gustavo Janaudis.

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