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Influência do Estrogênio no Metabolismo Energético

Para compreender a predominância estrogênica, primeiramente deve-se dominar a fisiologia do ciclo menstrual da mulher. Sendo que, na primeira metade do ciclo predomina-se o estrogênio e perto da menstruação acontece declínio desse hormônio simultaneamente a um predomínio de progesterona. É preciso salientar que a produção destes hormônios é feita a partir do colesterol. A progesterona, por sua vez, é um hormônio sexual que é produzido no corpo lúteo, presente em maior nível na segunda metade do ciclo menstrual, além de ser responsável pelo preparo do endométrio para receber o óvulo e a manutenção da gestação. Enquanto que o estrogênio é produzido principalmente nos ovários, e em outros órgãos, como o tecido adiposo, fígado e glândulas. Existem 3 tipos de estrogênio, sendo o estradiol o mais abundante.



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Mecanismo de Ação do Estrogênio

O estrogênio atua em diversos tecidos, auxiliando na manutenção da memória no cérebro, produção láctea nas mamas, preservação da densidade óssea e lubrificação intestinal. No entanto, quando desregulado, o estrogênio pode provocar inflamação do tecido adiposo e produção de citocinas inflamatórias, disfunção das células pancreáticas e esteatose hepática.

Biossíntese do Estrogênio

A aromatase é uma enzima importante na biossíntese do estrogênio por receber um “superestímulo” de alguns fatores externos, aumentando a proporção de estrogênio no organismo. Dentre esses fatores, considera-se alto cortisol, insulina alta, exposição a xenoestrógenos, excesso de leptina, excesso de estradiol e citocinas inflamatórias.

Diagnóstico de Predominância Estrogênica

A predominância estrogênica acontece quando há desequilíbrio entre estrogênio e progesterona, podendo afetar metabolismo, libido, alterações endócrinas, imunológicas e causar sintomas como: dores nas mamas, ganho de peso, síndrome metabólica, DM2, câncer de mama, celulite e acúmulo de gordura nas coxas, TPM e alteração de humor, bem como o ganho de peso, por meio do aumento da insulina e o quadro de síndrome metabólica. Além disso, a endometriose também pode estar relacionada a um excesso de estrógeno.

Deve-se analisar componentes hormonais, ambientais e genéticos para investigar uma possível predominância estrogênica: microbiota intestinal, SIBO e falta de fibras, exposição a toxinas e xenobióticos – metais, BPA pesticidas, sobrecarga hepática, deficiências de micronutrientes e vitaminas, uso de contraceptivos orais e consumo de alimentos ricos em estrógenos – como a carne bovina e laticínios. Além disso, grãos como aveia, milho e centeio também devem ser analisados por estarem relacionados com a micotoxina zearalenona – que atualmente vem sendo estudada como um dos fatores de aumento de predominância estrogênica.

Rastreio de Predominância Estrogênica

Deve-se questionar sobre o uso de medicamentos, qualidade da água para avaliar a presença de metais tóxicos e até hobbies que posam envolver tintas, metais ou solventes. Além disso, avaliar o uso de anticoncepcional e sintomas que indiquem falta de nutrientes. Ademais, avaliar o funcionamento intestinal e ciclo menstrual, bem como a qualidade do sono para avaliar os níveis de cortisol.  

Prática Clínica

Algumas estratégias nutricionais podem ser utilizadas na conduta dietética como um bom aporte de fibras, carboidratos complexos, aporte adequado de proteínas, vitaminas do complexo B, cálcio, vitamina E, magnésio e Indol-3-carbinol. Além disso, trabalhar com fitonutrientes presentes em alimentos como a curcumina, isoflavonas e polifenóis se mostra interessante. Ainda, deve-se ressaltar a importância da mudança do estilo de vida, evitando plásticos, anticoncepcionais e estimular atividades que otimizem as vias de detoxificação (por meio de sauna, escalda pés e atividades físicas, por exemplo). 

Referências Bibliográficas

Assista ao vídeo com a nutricionista Patricia Davidson na plataforma Science Play – Predominância Estrogênica na Saúde da Mulher

Mauvais-Jarvis F, Clegg DJ, Hevener AL. The role of estrogens in control of energy balance and glucose homeostasis. Endocr Rev. 2013 Jun;34(3):309-38. doi: 10.1210/er.2012-1055. Epub 2013 Mar 4. PMID: 23460719; PMCID: PMC3660717.

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