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Influência do Microbioma Intestinal no Gasto Energético

A obesidade é um problema de saúde pública importante e está relacionada a doenças metabólicas, como doenças cardiovasculares, doença hepática gordurosa não alcoólica e diabetes tipo 2. O microbioma intestinal desempenha um papel crucial no equilíbrio energético do organismo, afetando a absorção de energia dos alimentos. No entanto, os estudos até o momento são carentes de uma avaliação quantitativa abrangente da contribuição do microbioma intestinal para o balanço energético completo, incluindo a ingestão calórica, o gasto energético e as perdas fecais de energia.



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Microbioma vs. Gasto Energético

O estudo de Corbin KD. et al. avaliou a influência de uma dieta rica em fibras e baixa em alimentos ultraprocessados na energia metabolizável para o hospedeiro, em comparação com uma dieta documental rica em ultraprocessados e refinados. O achado primário foi de que a dieta rica em fibras produziu uma diminuição significativa na energia metabolizável do hospedeiro em comparação com a ocidental. Assim, houve redução da energia disponível para o hospedeiro.  A maior perda de energia fecal traduziu-se em 116 kcal/dia adicionais perdidos nas fezes quando os participantes foram alimentados com uma dieta rica em fibras.

A significância clínica dessa diferença pode ser inferida a partir da redução na ingestão de alimentos necessária para manter um estado de redução de peso. Recentemente, a comunidade científica tem se reorientado para intervenções populacionais que promovam pequenas mudanças na ingestão e gasto energético como forma de prevenir o ganho de peso. O estudo apresentado demonstra o potencial para implementar as “pequenas mudanças” através do consumo de alimentos integrais para modular o microbioma intestinal. 

Prática Clínica

Assim é possível inferir que o um maior estímulo de alimentos integrais, verduras, legumes e frutas, além de construir para a ingestão de vitaminas e minerais, colabora com a manutenção do peso corporal. Isso ocorre pelo papel das fibras na microbiota intestinal, que parece diminuir a energia disponível para o hospedeiro. 

Referências Bibliográficas

Fonte: Corbin, K. D., Carnero, E. A., Dirks, B., Igudesman, D., Yi, F., Marcus, A., Davis, T. L., Pratley, R. E., Rittmann, B. E., Krajmalnik-Brown, R., & Smith, S. R. (2023). Host-diet-gut microbiome interactions influence human energy balance: a randomized clinical trial. Nature communications, 14(1), 3161. https://doi.org/10.1038/s41467-023-38778-x

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