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Manejo Nutricional na Fibrose Cística

A fibrose cística é uma doença genética que tem como complicação mais comum, o desenvolvimento da doença pulmonar obstrutiva crônica que aumenta consideravelmente a morbidade e a mortalidade dos pacientes. Nesse cenário, além das manifestações pulmonares, a FC também afeta o trato gastrointestinal, e o manejo nutricional adequado é capaz de melhorar os sintomas e também a qualidade de vida dessas pessoas. Assim, leia aqui, quais são as melhores estratégias nutricionais para o manejo da FC. 



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Distúrbios Gástricos na Fibrose Cística

Inicialmente, cerca de 85% dos pacientes com fibrose cística apresentam algum distúrbio gástrico. Desse modo, as manifestações mais comuns são a insuficiência pancreatina, seguida de ineficiência na produção de enzimas do pâncreas e por consequência, uma má absorção de nutrientes, principalmente das gorduras provenientes da dieta. 

Sendo assim, é comum que os pacientes apresentam uma deficiência de vitaminas lipossolúveis, tendo em vista a absorção prejudicada que nos casos de associação com as doenças hepáticas, corroboram para a piora do status dessa deficiência. Assim, esse é o primeiro ponto de atenção dentro do contexto da prática clínica em que o consumo e a eficiência da absorção destes nutrientes devem ser avaliadas. Logo, se necessária, realizar a suplementação de ácidos graxos poliinsaturados pode ser uma alternativa eficiente no contexto dessa doença. 

Adequação do Estado Nutricional na Fibrose Cística

No tocante, já é bem estabelecido que o bom estado nutricional do paciente impacta positivamente na função pulmonar, tornando mais eficiente, fator primordial para a melhor sobrevida destes. Assim, garantir que o peso e a composição corporal total em si esteja adequada é de suma importância, visto que dados do Cystic Fibrosis Foundation mostram que cerca de 47% dos pacientes possuem valores de IMC muito abaixo dos parâmetros de eutrofia, tanto em homens, quanto em mulheres. 

Prática Clínica

Assim, a partir da patogênese da FC, a suplementação com vitamina lipossoluveis como a D, E, A e a K parece ser uma estratégia viável para melhorar o aporte de vitaminas lipossolúveis associada a oferta de fontes alimentares. No mais, o consumo de ômega 3 pode favorecer os pacientes pelo seu perfil antiinflamatório além dos benefícios tradicionais do consumo. 

Ademais, garantir que o peso ideal seja atingido através do acompanhamento nutricional, a fim de evitar que estes pacientes entrem em um nível de magreza e posterior desnutrição. Portanto, associar o aconselhamento dietético, com a suplementação nutricional, avaliação antropométrica e o acompanhamento a longo prazo são as principais ferramentas disponíveis para você nutricionista execute o manejo assertivo dos pacientes portadores de fibrose cística. 

Referências Bibliográficas

Artigo: Improving nutrition in cystic fibrosis: Monika Mielus, Dorota Sands, Marek Woynarowski, Improving nutrition in cystic fibrosis: A systematic literature review, Nutrition, Volume 102, 2022,  111725, ISSN 0899-9007, https://doi.org/10.1016/j.nut.2022.111725.

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