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O ômega-3 pode ser utilizado em pacientes oncológicos?

O ômega-3 é um componente importante para o corpo, sendo essencial para a saúde humana. Nesse sentido, tal nutriente desempenha papel de destaque na prevenção de  doenças e importantes ações no metabolismo, por exemplo da melhora do perfil inflamatório sistêmico. Tendo isso em vista, a suplementação de ômega-3, também pode ser feita para pacientes oncológicos? Descubra a seguir. 



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Composição do Ômega-3 e Onde Encontrar


Primeiramente, os ácidos graxos ômega 3, são compostos pelo ácido α-linolênico de cadeia longa (ALA), de origem vegetal e também pelo  EPA e o DHA, ácidos graxos advindos de alimentos de origem animal. Somado a isso, tais componentes podem ser obtidos por meio da ingestão de nozes, canola, linhaça e também de peixes gordurosos como o salmão. No entanto, o consumo alimentar por vezes é insuficiente para prover os efeitos protetores do ômega-3. Sendo assim, as estratégias de suplementação alimentar são necessárias. 


Suplemento seguro para pacientes oncológicos?


Nessa temática, muitos profissionais possuem a dúvida se o ômega-3 pode ser um nutriente utilizado em pacientes oncológicos, tendo em vista a multiplicidade dos tipos de câncer. Logo, uma revisão sistemática e meta análise analisou os efeitos do consumo de ômega 3 no risco de se envolver o câncer. 


Assim, o risco de desenvolvimento de câncer pelo consumo de ômega-3 apresenta associações fracas, sendo encontrados em diversos estudos associações contrárias. Principalmente nos tipos de câncer que envolvem o sistema gastrointestinal, fígado, próstata e mama, a suplementação apresenta efeitos positivos no consumo de tal nutriente. Cabe ressaltar que o consumo de ômega-3 em alguns tipos de câncer que envolvem o sistema neurológico ainda não está bem descrito na literatura científica. Assim, analisar individualmente a suplementação de ômega-3 é fundamental na prática clínica. 


Prática Clínica


Portanto, o ômega-3 pode ser utilizado em pacientes oncológicos levando em consideração a individualização metabólica de cada paciente. Além disso, se aprofundar no estudo de cada tipo de câncer é primordial para que a prescrição seja realmente efetiva. No mais, as indicações de dosagem seguem a recomendação observando as proporções de EPA e DHA, com (EPA > de 750 mg), além dos selos de qualidade presentes na embalagem.


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Referências Bibliográficas


Lee KH, Seong HJ, Kim G, et al. Consumption of Fish and ω-3 Fatty Acids and Cancer Risk: An Umbrella Review of Meta-Analyses of Observational Studies. Adv Nutr. 2020;11(5):1134-1149. doi:10.1093/advances/nmaa055

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