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O Inimigo da Fertilidade Feminina: Estresse Oxidativo

Problemas associados à fertilidade são comuns entre as mulheres em todo o mundo. Nesse sentido, a infertilidade feminina se constitui como um grave problema de saúde pública, cuja fisiopatologia está associada ao desequilíbrio das defesas orgânicas, que culminam no estresse oxidativo. Tendo isso em vista, saber manejar as variáveis relacionadas ao estresse oxidativo dentro da clínica é fundamental para melhorar a saúde da mulher. Leia mais a respeito desse tema. 



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Fertilidade Feminina

De início, vários fatores são responsáveis por interferir na fertilidade feminina. Dentro desse contexto, um fator primordial para manter a saúde da mulher se baseia na capacidade antioxidante do organismo feminino. Logo, em estado de desequilíbrio, entre a produção de espécies reativas de oxigênio (EROs) e os sistemas de defesa antioxidantes naturais, problemas voltados à infertilidade podem surgir. 

Outros fatores associados ao estresse oxidativo

Ademais, o estresse oxidativo está relacionado ao desenvolvimento de patologias como a Síndrome dos Ovários Policísticos e a endometriose, condições crônicas que reduzem significativamente a qualidade de vida da mulher. No mais, os poluentes ambientais, o estilo de vida sedentário e as variáveis genéticas se interligam e culminam em desordens do sistema reprodutivo. 

Porque controlar o estresse oxidativo?

Tais disfunções se associam ainda a quadros de pré-eclâmpsia, gravidez ectópica, descolamento da placenta, maior chances de diabetes gestacional, além de quadros de infertilidade inexplicável. Associado a isso, o estresse oxidativo interfere na perda de gravidez recorrente e aumenta diretamente as chances de aborto. 

Apesar das EROs exercerem papéis fisiológicos da regulação dos hormônios femininos e do ciclo menstrual, em casos de desbalanço, ocorrem altos níveis de peroxidação lipídica, oxidação de proteínas estruturais, disfunção mitocondrial e danos diretos ao DNA. Assim, manejar, por meio de estratégias associadas à alimentação e ao estilo de vida, o estresse oxidativo é primordial para preservar a fertilidade feminina de maneira prática. 

Prática Clínica

Portanto, fica evidente que o estresse oxidativo é um grande inimigo da fertilidade feminina. Assim, de maneira prática a mudança de estilo de vida é o primeiro passo para a redução do estresse oxidativo. Logo, inserir a prática de atividades físicas no cotidiano da paciente é fundamental. 

Associado a isso, promover um maior aporte de antioxidantes naturais através da alimentação por meio do maior consumo de alimentos in natura é indispensável na prática clínica. Por fim, estratégias de suplementação com vitamina A, E, C magnésio, Coenzima Q10 e polifenóis auxiliam na restauração da fertilidade feminina como um todo. 

Referências Bibliográficas

Assista  na plataforma Science Play: Fast Tracks – Nutrição Clínica e Endocrinologia Como a Nutrição pode ajudar na Infertilidade Feminina?

Artigo: Kaltsas A, Zikopoulos A, Moustakli E, Zachariou A, Tsirka G, Tsiampali C, Palapela N, Sofikitis N, Dimitriadis F. The Silent Threat to Women’s Fertility: Uncovering the Devastating Effects of Oxidative Stress. Antioxidants. 2023; 12(8):1490.

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