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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Osteopenia na Menopausa: Como evitar?

As perturbações esqueléticas como a osteopenia e a osteoporose resultam na deterioração óssea. A osteoporose e a osteopenia afetam cerca de 24,8% e 39,4% das mulheres em geral, respectivamente. Em mulheres na pós-menopausa, a prevalência é maior, atingindo 27,4% para a osteoporose e 42,1% para a osteopenia. Este cenário deve-se principalmente à característica de hipoestrogenismo da menopausa, que aumenta a reabsorção óssea e diminui a formação óssea.


Durante a vida e no envelhecimento, estas mudanças aumentam o risco de quedas e fraturas, pioram a qualidade de vida, e podem tornar as mulheres mais dependentes. Além disso, podem gerar custos elevados com medicamentos, cirurgias, e hospitalização. Para além das alterações hormonais, existem vários fatores modificáveis que promovem essa alteração óssea. Alguns nutrientes são conhecidos por atuarem na estrutura óssea e metabolismo. 


No entanto, numa dieta, os alimentos e, consequentemente, os nutrientes que contêm, são consumidos em conjunto em vez de forma dependente. Portanto, avaliar o efeito de um padrão dietético e não apenas o de um nutriente isolado pode ser mais vantajoso. 



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Saúde Óssea


O osso é composto principalmente de proteínas, que, além de desempenharem um papel estrutural, têm um efeito através do fator de crescimento 1 (IGF-1) da insulina. O IGF-1 também atua sobre o cálcio e absorção de fósforo no intestino, e reabsorção de fosfato pelo rim. Neste contexto, o cálcio é um componente que promove rigidez aos ossos, quando incorporado no colágeno. Outros nutrientes-chave são: vitamina D, que é responsável pela homeostase do cálcio; potássio e magnésio, que participam na regulação do cálcio; e vitamina K, que está envolvida na formação da matriz óssea durante a mineralização. Além disso, ômega-3 podem agir na reabsorção óssea e estimular a formação óssea. 


Vitaminas do Complexo B e Osteopenia


As vitaminas do complexo B, atuam como coenzimas para a produção de energia, também foram correlacionadas com os padrões encontrados. As provas obtidas in vitro e em modelos animais sugerem que as concentrações de homocisteína plasmática, impulsionada por baixas concentrações de vitaminas B12 e B9, aumentam a atividade osteoclástica e a reabsorção óssea, reduzindo a força óssea.


Isto, por sua vez, pode levar a um aumento dos radicais livres e do stress oxidativo, com a consequente disfunção endotelial e menor fluxo sanguíneo para o osso, o que resulta em menor disponibilidade de nutriente e micro danos ao tecido ósseo. 


Micronutrientes e Osteopenia


Por fim, entre os minerais, merecem atenção o zinco e o cobre por serem cofatores essenciais para as enzimas envolvidas em síntese de matriz óssea, atuando para estimular a formação óssea e para suprimir a sua remodelação com resultados positivos. Como visto, os radicais livres têm uma influência na densidade óssea  e por isso nutrientes rico em antioxidantes como selênio, β-caroteno, vitamina E, alfa-tocoferol, e o cobre têm propriedades antioxidantes e podem ser importantes para a protecção óssea contra o stress oxidativo.


Além disso, as fibras parecem aumentar a absorção intestinal de cálcio e melhorar os parâmetros ósseos. A fibra solúvel parece demonstrar mais benefícios para a saúde óssea do que a fibra insolúvel. O maior papel da saúde da fibra solúvel no osso pode ser devido a um maior grau de fermentação e viscosidade. 


Exercício Físico e Osteopenia


Por fim, também vale a pena ressaltar a importância da atividade física na rotina dessas mulheres, afetando a saúde óssea de diferentes formas. Evidências reais mostram que uma combinação de exercícios tem efeitos pequenos, mas positivos sobre saúde óssea e prevenção da osteoporose.


Prática Clínica 


Em conclusão, as mulheres na menopausa mostram um maior risco de osteopenia quando consumiram menos do padrão dietético rico em vitamina B12, ácido pantoténico, fosfato, riboflavina, proteína animal, proteína total, vitamina B6, potássio, vitamina D, vitamina E, cálcio, colesterol, β-caroteno, ômega 3, magnésio, zinco, niacina, e selénio; ou daqueles ricos em ferro, proteínas vegetais, tiamina, folato, fibra total, fibra insolúvel, vitamina A, vitamina K, alfa-tocoferol, cobre, e retinol. Os nutrientes presentes nesses padrões são características de uma dieta rica em vegetais, leite e seus derivados, e estão relacionados com o metabolismo ósseo, demonstrando a importância da nutrição com nutrientes essenciais. 


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Referências Bibliográficas 


Artigo: Grili PPdF, Vidigal CV, Cruz GFd, Albergaria BH, Marques-Rocha JL, Pereira TSS, Guandalini VR. Padrões de nutrientes e risco de osteopenia em mulheres na pós-menopausa. Nutrientes . 2023; 15(7):1670.

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