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Papel dos Probióticos no Tratamento da Alergia Alimentar

A alergia alimentar é uma condição comum que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. É causada por uma resposta imunológica anormal a antígenos alimentares inofensivos, influenciada por fatores genéticos e ambientais. A modulação da microbiota intestinal e do sistema imunológico com probióticos ou probióticos geneticamente modificados confere benefícios à saúde do hospedeiro e oferece uma estratégia inovadora para prevenir e tratar a alergia alimentar.



Table of Contents


Alergia Alimentar 


A alergia alimentar gradualmente se tornou um dos problemas de saúde pública preocupante em todo o mundo nas últimas décadas. É uma reação de hipersensibilidade causada pela resposta imunológica à exposição a um alérgeno alimentar específico. Isso pode levar a sintomas como urticária, gastroenterite, angioedema e anafilaxia, que podem ser potencialmente fatais. Vale ressaltar que é diferente de uma intolerância alimentar, que não envolve o sistema imunológico e geralmente é menos grave. A prevalência varia de acordo com a cultura e a região devido a vários fatores, incluindo diferenças genéticas, ambientais e dietéticas.


Dependendo do mecanismo, as alergias alimentares podem ser mediadas por IgE (resposta imediata), não mediadas por IgE (resposta tardia) ou uma combinação de ambas. A opção atual para o manejo é baseada na restrição do consumo de alérgenos alimentares e no tratamento de reações acidentais com anti-histamínicos, corticosteroides ou epinefrina. No entanto, muitos pacientes não estão satisfeitos com os resultados, pois comprometem sua qualidade de vida e os expõem a um alto risco de anafilaxia. Portanto, há uma necessidade de abordagens alternativas ou complementares para prevenir e tratar a alergia 


Probióticos na Alergia Alimentar 


Os probióticos, que são microrganismos vivos que proporcionam benefícios à saúde do hospedeiro quando administrados em quantidades adequadas, são um dos possíveis candidatos. Além disso, podem modular a microbiota intestinal, que é essencial para o desenvolvimento e a regulação da tolerância imunológica. Assim também como, podem afetar a resposta imunológica sistêmica, alterando a produção de citocinas, anticorpos e células T regulatórias. 


Os efeitos dos probióticos na alergia foram explorados em diversos estudos, seja como estratégia de prevenção em lactentes de alto risco ou como estratégia de tratamento em pacientes com a doença estabelecida. No entanto, os resultados são inconclusivos e contraditórios, possivelmente devido à variabilidade das cepas de probióticos, doses, durações, formulações e resultados.


Apesar dessas descobertas promissoras, ainda existem muitos desafios e limitações no campo dos probióticos para a alergia. Um dos principais desafios é identificar a cepa (ou cepas) ideal, dose (ou doses), duração (ou durações) e momento (ou momentos) da administração de probióticos para diferentes tipos e diferentes populações. Outro desafio é elucidar os mecanismos moleculares pelos quais os probióticos interagem com as células do hospedeiro e a microbiota intestinal, e como essas interações afetam a resposta imunológica aos antígenos alimentares, e possivelmente investigar os mecanismos sob uma perspectiva epigenética. 


Um grande desafio é garantir a qualidade, segurança e eficácia dos produtos probióticos, bem como sua padronização e regulamentação. Bem como conduzir ensaios clínicos bem projetados com tamanho de amostra adequado, duração, acompanhamento, medidas de resultado e padrões de relatório. 


Os probióticos podem desempenhar um papel potencial na prevenção e no tratamento da alergia por meio da modulação da microbiota intestinal e do sistema imunológico. No entanto, mais pesquisas são necessárias para estabelecer sua eficácia clínica e segurança, bem como seus mecanismos de ação subjacentes. Os probióticos podem não ser uma solução mágica para a alergia, mas podem ser um complemento valioso ou uma alternativa às terapias convencionais.


Prática Clínica


O papel dos probióticos na alergia alimentar está sendo cada vez mais reconhecido como uma abordagem promissora. Os probióticos oferecem a possibilidade de modulação da microbiota intestinal e do sistema imunológico, o que pode ser valioso no manejo da alergia alimentar. Embora haja desafios significativos na identificação das cepas ideais, doses e durações de tratamento, bem como na compreensão dos mecanismos subjacentes, eles representam uma opção complementar interessante para pacientes com alergia alimentar.


No entanto, é importante que essas abordagens sejam integradas a protocolos clínicos bem estabelecidos e personalizadas de acordo com as necessidades individuais de cada paciente. A pesquisa contínua nessa área é fundamental para esclarecer as melhores práticas clínicas e garantir que os benefícios dos probióticos na alergia alimentar possam ser aproveitados de maneira segura e eficaz.


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Referências Bibliográficas 


Wei Y, Peng J, Wang S, Ding Z, Chen G, Sun J. Probiotics and the Potential of Genetic Modification as a Possible Treatment for Food Allergy. Nutrients. 2023; 15(19):4159.

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