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Predominância Estrogênica: O que é?

A predominância estrogênica é uma condição na qual ocorre um aumento dos níveis de estrogênio no corpo, em comparação com os níveis de progesterona. Ela pode derivar da superprodução de estrogênio ou de alterações no metabolismo e excreção do hormônio. 

Existem diversos sintomas ocasionados pela predominância estrogênica e eles variam para cada mulher. Dentre os principais encontram-se: irregularidade menstrual e fluxo aumentado, dores de cabeça recorrentes, queda de cabelo, fadiga crônica, enfraquecimento das unhas, problemas de memória, insônia e dificuldade de concentração.



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Metabolismo do Estrogênio 

O corpo produz 3 tipos de estrogênio: estrona (E1), estradiol (E2) e estriol (E3). A estrona é o principal tipo presente no corpo após a menopausa e é produzida no tecido adiposo. Já o estradiol é mais forte, sendo sua produção antes da menopausa pelos ovários. Por fim, o estriol é o tipo mais fraco, presente durante a gravidez.

Assim, o estrogênio é dividido em duas vias principais, sendo que na primeira ele apresenta diversos benefícios para a saúde, como bloquear a excessiva proliferação celular e o possível crescimento de câncer. Já a segunda via é responsável por promover a proliferação celular, gerar inflamação e hipotireoidismo.

Causas da Predominância Estrogênica

Um estilo de vida saudável é essencial para as mulheres com predominância estrogênica, uma vez que diminui o risco de resistência insulínica. Essa resistência gera aumento nos níveis de hidrogênio, através da conversão de testosterona em estrogênio e da diminuição da globulina de ligação de hormônios sexuais (SHBG). Desse modo, tem-se maior concentração de estrogênio livre no sangue, podendo gerar um desequilíbrio na relação estrogênio e progesterona.

Além disso, a disbiose intestinal, caracterizada por um desequilíbrio na microbiota, pode contribuir para o aumento dos níveis de estrogênio. Através do supercrescimento de algumas bactérias, a enzima beta-glucuronidase intensifica sua função de separar o estrogênio do ácido glicurônico, permitindo sua reabsorção.

Por fim, o estresse também pode causar a predominância estrogênica, pois ele libera cortisol, hormônio produzido através de precursores, sendo a progesterona um deles. Assim, o estresse interfere no equilíbrio de estrogênio e progesterona disponíveis no corpo. 

Prática Clínica

Portanto, os médicos devem indicar uma melhora nos hábitos e estilo de vida, de forma que se tornem mais saudáveis. Algumas sugestões são: 

  1. Fazer exercícios físicos diariamente 

  2. Consumir alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3, além da suplementação de 1.000-2.000 mg de EPA  e DHA se necessário.

  3. Consumir plantas medicinais anti-inflamatórias, como gengibre e açafrão

  4. Realizar uma dieta rica em fibras, pois essas aumentam a quantidade de estrogênio excretado.

  5. Comer alimentos integrais à base de soja, que ajudam a mudar o metabolismo do estrogênio para a via benéfica.

  6. Tratar a microbiota intestinal, complementando com probióticos, se necessário.

  7. Indicar alguma atividade que gerencie o estresse, podendo ser meditação, terapia, yoga, entre outras. 

Referências Bibliográficas

Assista ao vídeo na plataforma Science Play: Estroboloma: impacto da microbiota na saúde hormonal da mulher

Artigo: PATEL, Seema; HOMAEI, Ahmad; RAJU, Akondi Butchi; MEHER, Biswa Ranjan. Estrogen: the necessary evil for human health, and ways to tame it. Biomedicine & Pharmacotherapy, [S.L.], v. 102, p. 403-411, jun. 2018. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/j.biopha.2018.03.078. 

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