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Psicobióticos funcionam ao paciente com depressão?


O eixo intestino-cérebro fornece uma comunicação corporal que pode causar várias consequências patológicas quando há uma desregulação funcional, além de estar associado a alterações específicas na resposta ao estresse/depressão e comportamento corporal. Fatores como funções neurais, produção hormonal e equilíbrio do microbioma intestinal, podem alterar e influenciar no eixo intestino-cérebro.


Tendo em vista a grande relação da microbiota com a saúde cerebral, probióticos voltados para a atuação na saúde mental vem sendo cada vez mais estudados, possuindo a nomenclatura de Psicobióticos.


O que são Psicobióticos?


Psicobióticos se referem a probióticos com potencial para o auxílio no tratamento da saúde mental do hospedeiro. Além dos principais benefícios associados com o uso de probióticos, como o equilíbrio imunológico do hospedeiro, os psicobióticos se diferem por poderem regular as vias cerebrais e a produção de serotonina, atuando com propriedades antidepressivas, ansiolíticas e imunomodulatórias comprovadas.


Psicobióticos e o tratamento da depressão


Uma boa saúde mental representa um estado de bem-estar mental e psicológico, e como um crescente número de evidências têm mostrado que os psicobióticos possuem efeitos psicotrópicos na depressão, ansiedade e estresse, por diferentes mecanismos (diminuição significativa de inflamação, aumento dos níveis de dopamina e serotonina no córtex pré-frontal, aumento da norepinefrina (NE) e do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) no hipocampo), estes devem ser alvo de maiores estudos para elucidar seu potencial no tratamento de transtornos psiquiátricos.


Tendo em vista que os psicobióticos podem regular os neurotransmissores e proteínas, como ácido gama-aminobutírico (GABA), serotonina e glutamato, a sua utilização em dosagem adequada e em tratamento específico, podem melhorar as funções do SNC, incluindo humor, ansiedade, depressão e a resposta ao estresse, que são mediadas pela modulação da inflamação, HPA e neurotransmissores.


Além disso, como um probiótico, os tratamentos psicobióticos possuem efeitos sistêmicos, que incluem a alteração da microbiota fecal, modulação da inflamação, do estado oxidativo e função da insulina. Por isso, os tratamentos psicobióticos devem ser vistos como uma estratégia promissora para melhorar a qualidade de vida de pessoas que sofrem de distúrbios psiquiátricos, neurodegenerativos e do neurodesenvolvimento.


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Referências bibliográficas

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