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Quais os possíveis resultados de 90 dias de protocolo 5R?


Antes de apresentar os resultados de 90 dias de protocolo 5R, é necessário compreender que, o desequilíbrio da microbiota intestinal (disbiose) impacta diretamente não só na saúde e estado nutricional do indivíduo, como na efetividade clínica de qualquer intervenção nutricional aplicada ao paciente, visto que tal condição altera a capacidade absortiva dos nutrientes, potencializa o estado inflamatório crônico de baixo grau, aumenta a absorção de toxinas e fragmentos bacterianos, pode aumentar as reações de autoimunidade, reduz a funcionalidade do sistema imunológico, entre outras.


Logo, os quadros de disbiose intestinal têm sido associados na fisiopatologia de diversas complicações clínicas, incluindo doenças crônicas não transmissíveis (diabetes mellitus, hipertensão, etc). Nesse contexto, promover a estabilização da saúde intestinal é um passo fundamental no início de qualquer tratamento seja qual for a finalidade, bem como, para qualquer patologia. Entretanto, para alcançar bons resultados, é importante que o profissional entenda como corrigir esse desequilíbrio e como seguir os 5 passos do protocolo. Isso porque as estratégias, apesar de darem um direcionamento, devem ser pensadas e planejadas de maneira individual, considerando todos os aspectos biopsicossociais do paciente em questão.


Em relação aos resultados após os 90 dias de intervenção, pode-se observar uma evolução no quadro clínico e nutricional do paciente que apresenta sintomas de disbiose. No caso clínico, os resultados mostraram que, no que se refere ao desconforto gastrointestinal verificado pela pontuação do questionário, houve redução de 60 para 29 pontos, com destaque para melhora significativa em sintomas como dor abdominal, eructação, flatulência e urgência de evacuação. Também, foi conferida a remissão do quadro de diarreia com evacuação diária com fezes tipo 3 na escala de Bristol.


Ainda se tratando do estudo de caso realizado, quando feita a análise da microbiota intestinal, foi visto um aumento no índice de diversidade alfa, que passou de 4,79 e chegou a 6,3 (em uma escala de 0 a 10), com um aumento no número de espécies do microbioma intestinal de 146 para 173. Observou-se também que, houve um aumento no índice de Akkermansia muciniphila – que alcançou uma abundância relativa de 0,704 (e não tinha sido detectada no início da intervenção). Além disso, aumento nas bactérias produtoras de butirato (como Ruminococcus bromiieubacterium).


Portanto, observar cada caso e saber planejar a estratégia ideal para cada paciente, aliado ao protocolo 5R é essencial. Nem todo paciente precisa de prebiótico e/ou probiótico logo no início. A dieta deve ser organizada de acordo com os hábitos alimentares, intolerâncias e preferências individuais, considerando sinais e sintomas de deficiências nutricionais, além dos resultados de exames bioquímicos.


Como conclusão da intervenção, uma dieta feita de acordo com as etapas do Protocolo 5R, combinada à suplementação para recuperação do equilíbrio do trato gastrintestinal é efetiva na modulação dos sintomas de disbiose e síndrome do intestino irritável, e contribui para a normalização da frequência evacuatória, bem como para a melhora da composição da microbiota intestinal. Além disso, é de extrema importância procurar sempre um profissional qualificado para realizar a intervenção e antes de comprar qualquer suplemento ou medicamento.

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