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Reflexos da Testosterona na Qualidade de Vida

A testosterona e a dihidrotestosterona (DHT) podem ser produzidos no cérebro, fato que fundamenta a produção de antidepressivos à base de testosterona. Além disso, uma curiosidade é que as mulheres produzem mais testosterona do que produzem estrogênio, em proporção de até mil vezes mais.

Entretanto, é preciso atentar-se que tamanho do músculo pode não necessariamente ser sinônimo de força, uma vez que músculos menores como o da mandíbula, podem ser bem mais fortes do que músculos grandes. Além disso, o próprio coração não é um dos mais fortes, ao contrário do que muitos pensam, porém ele bate cerca de 3 bilhões de vezes em pessoas que chegam a 70 anos. Apesar de não ser o mais forte, é extremamente importante para a vida.



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Testosterona vs. Saúde Muscular

O corpo humano é composto de, em média, 600 músculos. Estes participam de diversas funções orgânicas e metabólicas, sendo o fator comum entre elas a atuação da testosterona, responsável por aumentar o número de receptores responsáveis pela metabolização de glicose

Em contrapartida, músculos saudáveis são a garantia de longevidade, visto que a saúde está relacionada à funcionalidade muscular, seja para execução de tarefas básicas em idade avançada ou questões cognitivas e neurodegenerativas.

Entretanto, é importante levar em consideração que a perda de massa muscular, conhecido como distúrbio da sarcopenia, não é comum apenas em idosos, mas também em obesos, nestes a redução de massa muscular mostra-se mascarada por medidas como o IMC, que avaliam somente o peso do indivíduo.

Testostena na Obesidade

Com o passar dos anos, o indivíduo apresenta naturalmente uma diminuição fisiológica dos níveis de testosterona, o que impacta significativamente sua qualidade de vida em quesitos como cognição e perda de massa muscular. Entretanto, há outros fatores que podem impactar na queda desses hormônios, como o hipogonadismo decorrente de obesidade.

Neste contexto, é necessário ressaltar a importância da testosterona na manutenção dos músculos em decorrência da sua correlação com os receptores GLUT4, ou seja, maiores níveis deste hormônio induz maior quantidade de GLUT4 nos músculos. Isso, por sua vez, refletem em menores níveis de resistência à insulina, que contribuem para menor diferenciação de células em adipócitos, podendo resultar em menores níveis de gordura corporal e visceral.

Prática Clínica

O nutricionista deve ter um olhar atento para sintomas que estão associados à baixas concentrações de testosterona como baixa libido, falta de concentração, irritabilidade, problemas para dormir, estresse e etc. Uma vez identificados, é importante avaliar os níveis através de exames bioquímicos e então desenvolver estratégias nutricionais voltadas para otimização da produção de testosterona e, quando possível, trabalhar em parceria com médicos para averiguar a necessidade de terapias de reposição hormonal.

Referências Bibliográficas

Assista ao vídeo na plataforma Science Play – Reposição de Testosterona em Mulheres: Quando Fazer?

WHITTAKER, Joseph; HARRIS, Miranda. Low-carbohydrate diets and men’s cortisol and testosterone: systematic review and meta-analysis. Nutrition And Health, [S.L.], v. 28, n. 4, p. 543-554, 7 mar. 2022. SAGE Publications. 

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