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  • Foto do escritorBrunno Falcão

Sobrecarga de Informação e Escassez de Profissionais de Saúde

Em 2016, a revista científica britânica Nature informou que a área da saúde produzia anualmente mais de 1 milhão de artigos científicos, e outro estudo indica que até 2030, o mundo terá 15 milhões de médicos a menos do que o necessário.


Em um mundo onde a informação é abundante, mas o tempo é escasso, profissionais de diversas áreas, especialmente na saúde, enfrentam o desafio crescente de se manterem atualizados com as últimas descobertas e inovações. A sobrecarga de informações, um fenômeno que afeta desde ecologistas até profissionais da saúde global, tem se intensificado com o aumento exponencial de publicações científicas. Na área biomédica, mais de 1 milhão de artigos são adicionados anualmente ao banco de dados PubMed — cerca de dois artigos por minuto. Para pesquisadores já sobrecarregados com trabalho de laboratório e campo, redação de projetos, publicações e outras atividades consumidoras de tempo, tentar navegar nesse crescente dilúvio de dados tornou-se uma tarefa secundária. A Revista Nature, explorou que pesquisadores da Universidade de Victoria, no Canadá, dedicam até 8 horas semanais apenas para filtrar informações relevantes em meio a uma enxurrada de dados.


Imagina como não é a dificuldade para um médico que já está no campo da atuação entre atender pacientes, salvar vidas e manter-se atento as mais recentes publicações? Se manter atualizado parece ser uma tarefa difícil em meio a agendas tão disputadas. Paralelamente, um estudo da OMS projeta um déficit global de 15 milhões de profissionais de saúde até 2030, exacerbado pela crescente demanda em países de renda média alta. Essa escassez contrasta com a avalanche de publicações e dados, criando um paradoxo em que o excesso de informação não se traduz em melhor cobertura de saúde ou pesquisa eficiente.


Você tem cada vez mais informação, mais acesso a ela, mais profissionais qualificados, mas ao mesmo tempo, o número de doenças e pessoas doentes só aumentam.

A revista Nature apresenta em sua edição algumas estratégias para o médico se manter atualizado. Contudo, adianto que, em minha visão, tais sugestões parecem um tanto quanto superadas, especialmente quando consideramos o potencial inexplorado da inteligência artificial para aprimorar o processo de aprendizagem.


Não se sobrecarregue tentando ler tudo: Se um artigo for verdadeiramente revolucionário ou extremamente relevante para sua área, inevitavelmente será destacado em outros canais de comunicação e emergirá em suas pesquisas por palavras-chave mais tarde. Confie na filtragem natural do que é essencial.


Dedique um tempo específico para a leitura: Estabeleça o hábito de reservar, no mínimo, uma hora, três vezes por semana, exclusivamente para ler. Esse tempo não deve ser para uma leitura superficial, mas sim para uma imersão profunda em materiais previamente selecionados, como um comentário perspicaz ou um estudo detalhado e rico em dados.


Engaje-se em seminários e conferências: (Aqui tem o meu conflito de interesse) Esses eventos são fundamentais para expandir sua visão de mundo e evitar a visão estreita que frequentemente acompanha o estudo isolado de temas específicos. O contato e a troca de ideias com outros profissionais enriquecem sua perspectiva e conhecimento.


Nosso objetivo é acelerar a evolução deste modelo de aprendizado, sempre atentos às oportunidades de integração de novas tecnologias e abordagens, como a inteligência artificial, para otimizar o processo educacional na medicina.


Diante desses dados, vivemos um enorme paradoxo global. Você tem cada vez mais informação, mais acesso a ela, mais profissionais qualificados, mas ao mesmo tempo, o número de doenças e pessoas doentes só aumentam. A Science Play surge como um farol no oceano de dados, utilizando inteligência artificial e algoritmos avançados para personalizar a experiência de cada usuário. Isso permite que pesquisadores e profissionais de saúde filtrem eficientemente publicações e dados relevantes, economizando tempo e potencializando a capacidade de pesquisa e tomada de decisões informadas no campo da saúde global. Simplificando a curadoria de conteúdo, a Science Play não apenas alivia a sobrecarga de informações, mas também abre caminho para maior colaboração e eficiência na pesquisa, representando um avanço significativo na pesquisa e na prática da saúde.


Continue se atualizando...



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