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Suplementação de Zinco: Como guiar o manejo?

Dentro do grupo dos micronutrientes, o zinco é um dos oligoelementos indispensáveis à saúde, visto que esse nutriente participa ativamente em mais de 300 reações fisiológicas e bioquímicas do corpo. Nesse contexto, pode-se destacar sua atuação no processo de cicatrização de feridas, síntese do DNA e também sua presença na estrutura de células imunes.


No entanto, apesar das suas importantes ações e da vasta presença em alimentos como ostras, carnes vermelhas, feijão e em nozes, sua deficiência não é incomum entre a população. Nesse sentido, dominar técnicas de suplementação é primordial na prática clínica do nutricionista.



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Formas de Suplementar o Zinco


Para o manejo assertivo do paciente com deficiência deste mineral, vários tipos de suplementos estão disponíveis, com diferente biodisponibilidade. A exemplo disso, o sulfato de zinco, é uma das formas mais comuns de suplementação por sua boa biodisponibilidade e também por se mostrar acessível quando no organismo humano.

Além disso, as formas de sais como o gluconato, acetato e o sulfato de zinco são amplamente utilizadas em formato de xarope ou também em comprimidos. Este tipo de oferta é importante no tratamento de diarréia na população pediátrica e também por  garantir a prevenção da desidratação na população infantil.  


Existe um Melhor “Tipo” de Zinco?


No que se trata do sulfato de zinco, os benefícios potenciais recaem também sobre os pacientes diabéticos, no qual dados apontam que os níveis de colesterol, pressão arterial e também dos triglicerídeos foram reduzidos a partir do uso desse modelo de suplementação.


Além disso, no contexto da administração conjunta deste mineral com alimentos lácteos, sua biodisponibilidade e absorção mostra-se reduzida, tendo em vista a presença do cálcio nesses alimentos. No entanto, na forma de zinco aspartato, a combinação com alimentos lácteos, pode potencializar tal absorção. Sendo assim, identificar a deficiência, bem como sua causa, auxilia na escolha de qual forma será ofertada ao paciente. 


Associação de Zinco e Aminoácidos 


Além disso, cada forma de suplementação tem ação diferente e se enquadra da melhor maneira a depender das necessidades individuais. Para os pacientes com problemas gastrointestinais, a oferta do complexo de zinco com algum aminoácido como o Zn-gluconato (Zn-Glu) e Zn-aspartato (Zn-Asp), pode apresentar resultados superiores quando comparados ao sulfato de zinco. Dessa forma, a dose de 10 mg de zinco aspartato por 48 dias é uma possibilidade de uso na clínica.


Ademais, é preciso atentar-se pois certos grupos se mostram mais suscetíveis ao desenvolvimento da deficiência como vegetarianos, veganos, crianças, idosos, gestantes e pacientes com o sistema gastrointestinal comprometido como, por exemplo, portadores de doença celíaca, doença de crohn ou a colite ulcerativa


Prática Clínica


Então, para uma suplementação assertiva, diversas variáveis individuais devem ser levadas em consideração. Desse modo, de maneira prática, a dose de 2 mg de zinco aspartato parece ser uma dose segura de administração contínua.

Além disso, doses maiores como 10mg podem ser utilizadas em populações específicas como os idosos quando o status de deficiência for mais grave, por um período médio de 30 dias. Sendo que, quando utilizado essa forma de suplementação, não é indicado ultrapassar o período de 6 meses, em razão dos possíveis efeitos deletérios do seu excesso para saúde. 


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Sugestão de Estudo: Zinco


Referências Bibliográficas


Piacenza F, Giacconi R, Costarelli L, Malavolta M. Comparação Preliminar da Absorção Fracionada de Sulfato de Zinco, Gluconato de Zinco e Aspartato de Zinco após Suplementação Oral em Voluntários Humanos Saudáveis. Nutrientes . 2023; 15(8):1885. https://doi.org/10.3390/nu15081885

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