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Suplementação para Lesões no Esporte

Quando se fala de medicina esportiva, principalmente com atletas profissionais, o objetivo é performance. Dessa forma, não é desejável que o paciente perca dias de treino. Assim, o aumento da performance pode ser beneficiado com a melhora da qualidade e eficiência do treinamento e diminuição do tempo de inatividade. Portanto, a compreensão inicial da lesão é feita por sua avaliação e do paciente, considerando os fatores de risco e as possíveis causas da lesão.


As estratégias nutricionais no processo de reabilitação em atletas lesionados incluem a ingestão equilibrada de energia, uma dieta rica em proteínas e carboidratos, e evitar a baixa disponibilidade de energia.


Creatina Monohidratada


A creatina aumenta a velocidade de reparação muscular e previne lesões musculares, aumentando a hidratação da célula muscular, promovendo maior elasticidade, tornando-as menos sujeitas a estiramentos. 


Os benefícios da creatina durante os períodos de imobilização são a manutenção da área de secção transversal, da força muscular e da resistência. Alguns artigos falam de um período de saturação, mas ela não é necessária nem obrigatória. O período de saturação pode ser de 5 dias com 20g diariamente.


Ômega-3


Toda lesão vai gerar algum processo inflamatório, que nada mais é do que uma sinalização para o organismo, tendo em vista que é necessário que haja essa sinalização para que ocorra a reparação tecidual. A resposta inflamatória gera dor, edema, incômodo e perda de função. Com isso, o uso de estratégias anti-inflamatórias que incluam ácidos graxos ômega-3 pode ser útil por curtos períodos de tempo. 


Porém, a inflamação aguda gerada por uma lesão fisiológica necessária compromete o processo de reparação e regeneração do tecido muscular. Como resultado, foi sugerido que uma ingestão elevada de EPA e DHA poderia ter efeitos negativos nos primeiros dias após a lesão. Por fim, o ômega-3 se mostrou eficiente no que diz respeito a prevenir ou auxiliar no tratamento de lesões musculares, sendo mais prudente recomendar quando a dieta do atleta tiver baixa relação ômega-6/ômega-3.


Colágeno


Existem diversos tipos de colágeno, do tipo I até o tipo V. A suplementação com colágeno hidrolisado pode aumentar a espessura da cartilagem em pacientes com osteoartrite e diminuir a dor nos joelhos em atletas. 


A inclusão de peptídeos de colágeno em combinação com um programa de exercícios intermitentes aumenta a síntese de colágeno, fazendo com que desempenhe um papel benéfico na prevenção de lesões e na reparação de tecidos. Há controvérsias na literatura devido aos diferentes desenhos de estudo, à falta de transparência e até ao possível conflito de interesses em alguns estudos. 


Vitamina D


É uma vitamina responsável por atuar na prevenção de lesões. Em estudos, a suplementação de vitamina D diminuiu em 21% a incidência de fratura por estresse em recrutas femininas da Marinha norte-americana. A vitamina D também pode melhorar a recuperação e desempenho muscular, se ligando aos receptores no tecido muscular, regulando a expressão gênica nas fibras musculares (especialmente do tipo II).


Prática Clínica


A suplementação de colágeno pode ter possível ação positiva na síntese muscular, porém inferior a outras fontes proteicas e o HMB não tem uso recomendado porque a literatura é fraca e possui fortes vieses. Já a suplementação de Vitamina D, é eficiente na prevenção de fraturas por estresse, tendo em vista o seu efeito positivo na prevenção de lesões musculares e reabilitação de lesões ou em pós-operatórios.


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Referências Bibliográficas


GIRALDO-VALLEJO, John E.; CARDONA-GUZMÁN, Miguel Á.; RODRÍGUEZ-ALCIVAR, Ericka J.; KOčÍ, Jana; PETRO, Jorge L.; KREIDER, Richard B.; CANNATARO, Roberto; BONILLA, Diego A.. Nutritional Strategies in the Rehabilitation of Musculoskeletal Injuries in Athletes: a systematic integrative review. Nutrients, [S.L.], v. 15, n. 4, p. 819, 5 fev. 2023. MDPI AG.

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