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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Técnicas de Coaching Nutricional na Prática Clínica

Embora confuso, os dados epidemiológicos demonstram que a morte por doenças não transmissíveis (DCNTs) aumentou relativamente nos últimos anos ao passo que observa-se o aumento da perspectiva de vida. Ou seja, as pessoas viverão mais anos para sofrer a consequência de seus hábitos. Essas doenças estão doenças relacionadas diretamente com o estilo de vida, em contrapartida, vivemos uma era de informação em que as pessoas conhecem cada vez mais acerca de “como viver melhor”.

Sendo assim, se as pessoas sabem o que faz mal, porque continuam fazendo? O que impede a mudança de hábitos da população? Com isso, temos que o novo profissional precisa se renovar para que o paciente encontre o que ele procura: alguém que irá lhe oferecer suporte e apoio durante o processo pelo qual será submetido. A prescrição, suplementação e cálculos não irão determinar a prática da mudança que se deseja proporcionar. É preciso desconstruir o modelo de atendimento com retorno de trinta dias, pois, já é certo que este não funciona, faz-se necessário proximidade e olhar empático. 



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Coaching Nutricional na Resistência dos Pacientes 

Pergunte-se o que seu paciente está disposto a fazer, por onde ele pode começar para fazer dar certo. A partir desses questionamentos, o lugar mais humano que você encontrar, é por onde deve começar e então a mudança será consequência. A resistência é uma força que surge no paciente/cliente quando ele não aceita a influência que você está querendo por sobre ele, para que não aconteça isso trace diversas rotas e escute-o. Porém, não se pode entender a origem emocional das questões que serão tratadas em consultório, para ajudá-lo nesta questão, devemos encaminhá-lo a terapia. Desfaça a crença de que comportamento alimentar está associado a uma nutrição não-prescritiva, precisa-se analisar o contexto sob a ótica da individualidade, ou seja, a pergunte é “o que não funciona na realidade desse paciente?”. 

Coaching Nutricional na Definição do Motivo 

Indague o paciente sobre quais os benefícios ele terá com uma qualidade de vida melhor. E, a partir da resposta, utilize de motivações fortes que estarão ancoradas em valores e princípios desse paciente. Além disso, ajude-o a resgatar a confiança nele mesmo e coloque em evidência os reflexos que a mudança trará para sua vida. Para isso, utilize gatilhos que deixarão vivo na memória do paciente o que lhe motive

Coaching Nutricional na Negação

Estar na negação nada mais é do que quando as pessoas não conseguem lidar com os fatos. Quando esse cenário é identificado, o nutricionista deve abordar a solução e não o problema. Por exemplo, sabemos que é necessário comer frutas, entretanto, qual o caminho necessário percorrer para atingir esse objetivo? Mudar se torna aversivo quando entendemos que trata-se de um mecanismo de invalidação de anos do comportamento anterior que se torna ainda mais com a falta de esperança e de confiança na capacidade de mudar.

Dicotomia do Bom ou Ruim 

Não existe alimento bom ou ruim, é preciso cessar os estímulos que desencadeiam comportamentos disfuncionais como o comer exagerado após o indivíduo ser submetido a ciclos de restrições alimentares. Além de desenvolver sentimentos negativos de frustração e culpa frente a diversos alimentos. A palavra-chave aqui é: permissão.

Ou seja, permitir o paciente ajuda-o a desenvolver liberdade alimentar, evitando que acontece um ciclo que envolve: gatilho (preciso emagrecer); rotina (dietas restritivas); recompensa (exageros como, por exemplo, o “dia do lixo” e frustração (não deveria ter feito e, por isso, me sinto mal). 

Sendo assim, ao invés de se questionar o que é mais saudável, entenda o contexto em que o alimento está inserido como, por exemplo, em um cenário de diabético com hipoglicemia, uma bala tende a ser uma boa estratégia para regular níveis de glicemia.

Prática Clínica

Fica claro, por fim, que o novo profissional nutricionista deve ter domínio no que se trata de ensinar o paciente a pensar, principalmente em quais pequenas metas é preciso executar para que se atinja a meta maior. Além de, proporcionar o desenvolvimento de consciência ao invés de culpa, ensinando-o a agir de forma resiliente quando algo não sair como planejado e auxiliar o paciente na busca constante por novas estratégias que facilite o processo de criação de novos hábitos.

Veja Também:

Assista ao vídeo na plataforma Science Play – Diferenças entre o atendimento tradicional e o coaching nutricional

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