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Tireoidite de Hashimoto: O que você precisa saber?

Estando entre as principais causas de hipotireiodismo, a Tireoidite de Hashimoto (TH) é a doença autoimune mais corriqueira em todo o mundo. Nesse sentido, por afetar o centro de controle do metabolismo (a tireoide), entender sobre essa doença é fundamental na prática clínica. Assim, a seguir, descubra tudo que você precisa saber sobre o Hashimoto. 



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Patogênese da Tireoidite de Hashimoto

Inicialmente, a tireoidite de hashimoto é caracterizada pelo ataque à glândula tireoide, com a subsequente infiltração de linfócitos, parcialmente CD4 + e o Th1, gerando um dano em sua estrutura. Nesse sentido, a produção de anticorpos contra a peroxidase da tireoglobulina, se eleva, o que a médio e longo prazo interfere no funcionamento normal da tireóide.  

Nesse sentido, esse distúrbio endócrino culmina com um estado de inflamação crônica, cujo folículos tireoidianos são destruídos e substituídos por um infiltrado leucocitário, modificando o parênquima da tireoide, bem como a sua fisiologia normal. Assim, o manejo nutricional desempenha forte impacto no tratamento de pacientes com Hashimoto, a fim de melhorar o quadro inflamatório do paciente. 

Diagnóstico da Tireoidite de Hashimoto

Além disso, o diagnóstico de HT é determinado por exames bioquímicos para detecção de autoanticorpos tireoidianos circulantes positivos e também por  exames de imagem como a ultrassonografia para avaliar a estrutura hipoecogênica não homogênea da tireoide  e determinar as características clínicas alteradas. Logo, a TH afeta principalmente mulheres de meia idade, chegando a ser até 8 vezes mais propensas a desenvolver a TH que os homens. 

Manejo Nutricional na Tireoidite de Hashimoto

Os hormônios produzidos pela tireoide são responsáveis pela regulação do metabolismo basal, além da metabolização dos nutrientes. Assim, disfunções relacionadas a esta gandula comprometem o estado nutricional do paciente, sendo necessárias adoção de fortes estratégias nutricionais para auxiliar no tratamento de tal desordem.  

Assim, estudos indicam que além do tratamento farmacológico de reposição com a levotiroxina, a suplementação nutricional é forte aliada contra o TD. Logo, a suplementação de selênio, está associada a uma redução dos níveis de ATPO. Além disso, outro nutriente fundamental no contexto do hashimoto é a vitamina D, iodo, vitamina B12, o magnésio e também o ferro. Além disso, evidências demonstram que a dieta glúten free auxilia no tratamento. 

Prática Clínica

Portanto, entender mais sobre a Tireoidite de Hashimoto é fundamental no contexto da prática clínica na hora de definir as melhores condutas nutricionais. Assim, a suplementação com vitamina D, B12, além do ferro e do magnésio apresenta resultados positivos em pacientes com diagnóstico de Hashimoto. Além disso, a adoção de uma dieta sem glúten resulta em melhora nos sintomas e também pode ser incorporada na prática clínica apesar da dificuldade de adesão da maioria dos pacientes.

Referências Bibliográficas

Assista o Fast Tracks com a endocrinologista Carol Meireles: Doença de Hashimoto impacta na fertilidade? 

Artigo: Metabolic Characteristics of Hashimoto’s Thyroiditis Patients and the Role of Mikulska AA, Karaźniewicz-Łada M, Filipowicz D, Ruchała M, Główka FK. Metabolic Characteristics of Hashimoto’s Thyroiditis Patients and the Role of Microelements and Diet in the Disease Management-An Overview. Int J Mol Sci. 2022;23(12):6580. Published 2022 Jun 13. doi:10.3390/ijms23126580

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