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Tríade da Mulher Atleta: Como fazer o manejo?

Desde a década de 70, a quantidade de mulheres que participam de esportes aumentou rapidamente. Esse quadro traz inúmeros benefícios para a saúde feminina, como melhora da autoestima, da imagem corporal e maior densidade mineral óssea. Porém, entre 1980 e 1990, descobriu-se uma condição única em atletas do sexo feminino, a tríade da mulher atleta. Ela é caracterizada por baixa disponibilidade de energia, disfunção menstrual (DM) e baixa densidade mineral óssea. Assim, é essencial o exame e o diagnóstico precoce para o tratamento adequado.



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Exame e Diagnóstico da Tríade da Mulher Atleta

A triagem para verificar a existência da tríade da mulher atleta deve ser feita anualmente, como parte da avaliação física. Para isso, são realizados questionários de triagem, os quais podem ser utilizados por qualquer profissional de saúde que suspeitar do caso.

A perda de peso progressiva, comportamentos similares a transtornos alimentares e irritabilidade podem ser indicativos da existência da tríade nas mulheres. Caso um dos componentes seja confirmado, deve-se investigar a existência de outros, com o intuito de começar o tratamento o mais cedo possível.

Manejo da Tríade da Mulher Atleta

Como este quadro envolve questões multifatoriais, como dieta, treino e saúde mental, é de suma importância uma abordagem multidisciplinar. Algumas mulheres apresentam baixa disponibilidade energética por não conhecerem suas demandas calóricas.

Portanto, cabe ao nutricionista adequar a dieta para fornecer energia suficiente para a manutenção das necessidades corporais. Ainda, o aumento do consumo calórico gradual junto com um ganho de peso de 450g/semana, podem auxiliar na retomada do ciclo menstrual adequado.

Por fim, a suplementação de vitamina D auxilia também para o manejo da tríade da mulher atleta, assim como a suplementação de cálcio (1500 mg/dia). Em conjunto com a ingestão calórica adequada e os ciclos menstruais adequados, essa suplementação ajuda a manter a qualidade da densidade mineral óssea.

Referências Bibliográficas

THEIN-NISSENBAUM, Jill; HAMMER, Erin. Treatment strategies for the female athlete triad in the adolescent athlete: current perspectives. Open Access Journal Of Sports Medicine, [S.L.], v. 8, p. 85-95, abr. 2017. Informa UK Limited. http://dx.doi.org/10.2147/oajsm.s100026.

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