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Tratamento de Hipogonadismo

O hipogonadismo é uma condição muito comum com particularidades que demandam atenção especializada. A reposição de testosterona desempenha um papel crucial na preservação da densidade óssea, estimulação da libido e regulação dos níveis de colesterol, entre outros benefícios. No entanto, ao longo do tempo, os homens possuem uma diminuição na sua virilidade, muitas vezes associada à deficiência de testosterona.


A Importância da Reposição de Testosterona


Os benefícios metabólicos da testosterona são significativos em níveis hormonais mais elevados, geralmente situados no último quartil de referência, aproximadamente 1000 ng/dL, enquanto um nível adequado é considerado em torno de 350 ng/dL. Contudo, a interpretação dos valores de referência deve considerar o RCV (Reference Change Value), que representa a diferença crítica. Embora as diretrizes sirvam como orientação, a abordagem terapêutica deve ser adaptada a cada paciente, visando aliviar os sintomas da deficiência de testosterona, uma vez que estes podem variar individualmente.


Definindo Níveis Adequados de Testosterona


Para objetivar queixas subjetivas, podemos recorrer ao questionário ADAM, onde as respostas afirmativas às questões 1 e 7, ou a presença de três ou mais sintomas adicionais da lista, indicam um resultado positivo.


Abordagem do Hipogonadismo Relacionado à Obesidade (MOSH)


No caso do hipogonadismo relacionado à obesidade (MOSH) com sintomas ou alterações metabólicas, o tratamento pode ser iniciado, seguido pela abordagem do excesso de peso. Se não houver sintomas ou alterações metabólicas, a prioridade pode ser a redução de peso, monitorando-se a resposta da testosterona. O aumento dos níveis indicaria que a obesidade contribuiu para o hipogonadismo, enquanto a diminuição sugeriria o oposto.


Modalidades Terapêuticas Personalizadas


A escolha da modalidade terapêutica deve ser individualizada, podendo incluir administração transdérmica, injetável (muscular ou subcutânea) devido à sua natureza bioidêntica. Vale ressaltar que a testosterona atua como contraceptivo e, portanto, não é recomendada para homens que desejam preservar a fertilidade.


É crucial compreender que o tratamento visando a melhora da fertilidade requer abordagens específicas, como o aumento dos níveis intratesticulares de testosterona, mensurados pelos valores de referência de 17-0H-P.


Contrapontos e Contraindicações


É importante destacar que o uso de 01 ou 02 Durateston por semana não constitui Terapia de Reposição de Testosterona (TRT), sendo considerado suprafisiológico. No diagnóstico de suspeita de hipogonadismo, são avaliados parâmetros como hemograma, testosterona total, LH, FSH, estradiol, SHBG, prolactina, TSH e T4L. Se os níveis de testosterona estiverem abaixo de 350 ng/dL, acompanhados de sintomas ou alterações metabólicas, o plano terapêutico é adaptado conforme o perfil hormonal. Em casos de testosterona baixa sem sintomas ou alterações metabólicas, a investigação da causa subjacente é prioritária, podendo ser seguida pela TRT, se necessário.


Prática Clínica


É fundamental considerar as contraindicações, como câncer de próstata metastático ou câncer de mama ativo, embora seja importante ressaltar que a testosterona não é a causa dessas condições. Espera-se que o tratamento proporcione melhorias na função erétil, força muscular, controle glicêmico, virilidade e diversos aspectos da qualidade de vida.


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Referências Bibliográficas


LIMA, Thiago Fernandes Negris; RAKITINA, Evgeniya; BLACHMAN-BRAUN, Ruben; RAMASAMY, Ranjith. Evaluation of a serum 17-hydroxyprogesterone as predictor of semen parameter(s) improvement in men undergoing medical treatment for infertility. Canadian Urological Association Journal, [S.L.], v. 15, n. 7, p. 1, 15 dez. 2020. Canadian Urological Association Journal.

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