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Síndrome dos Ovários Policísticos e Testosterona: Qual a relação?

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é um distúrbio hormonal caracterizado pela presença de cistos, causando problemas como irregularidade menstrual, acne, infertilidade e obesidade. Estima-se que a SOP está presente em 10% das mulheres na pré-menopausa, sendo que o excesso de androgênio, uma das características diagnósticas  fundamentais, está presente em mais da metade. 



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SOP e Testosterona na Literatura Científica

Em relação à literatura, já se tem hipóteses a respeito da associação entre os níveis de SHBG, testosterona total e testosterona livre, com a SOP, estabelecendo a testosterona livre como uma causa potencial para a sua patogênese. Dessa forma, o papel dos andrógenos na fisiopatologia da doença é um processo multifatorial, envolvendo genética, desequilíbrio hormonal e estilo de vida.

A testosterona livre exerce um papel fundamental na patogênese das características da SOP, através da interrupção do desenvolvimento folicular, hiperplasia do estroma ovariano, secreção anormal do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRH) e resistência à insulina.

Desfechos da relação entre SOP e testosterona aumentada

De acordo com o estudo “The relationships of sex hormone-binding globulin, total testosterone, androstenedione and free testosterone with metabolic and reproductive features of polycystic ovary syndrome“, de autoria de Pomme Simons, Olivier Valkenburg, Judith Bons, Coen Stehouwer e Martijn Brouwers, muitas mulheres com SOP apresentam distúrbios metabólicos.

Em relação a esses distúrbios, eles incluem obesidade, resistência à insulina, hipertensão e dislipidemia. Além disso, ocorrem alterações endócrinas, como aumento da proporção do hormônio luteinizante (LH) para o hormônio folículo-estimulante (FSH) e aumento nos níveis de hormônio Anti-Mülleriano (AMH).

Ao fim do estudo, concluiu-se que a testosterona livre estava significativamente relacionada ao IMC, circunferência de cintura, colesterol LDL, colesterol HDL e triglicerídeos séricos. Ainda, o hormônio também foi significativamente associado à contagem de folículos antrais e AMH sérico, levando a conclusão de que ele se associa a anormalidades reprodutivas da SOP.

Prática Clínica

Portanto, para atenuar os sintomas da SOP causados pelo excesso de testosterona, utiliza-se hormônios esteróides, os quais inibem os sintomas masculinos. No entanto, o tratamento deve ser individualizado para cada mulher, dependendo do tamanho dos cistos e da progressão da doença.

Além disso, os anticoncepcionais orais também são comumente utilizados para o tratamento da SOP, pois melhoram o hiperandrogenismo e regulam os ciclos menstruais. Por fim, é necessário, junto com o tratamento farmacológico, mudanças no estilo de vida, como a prática constante de exercícios físicos e alimentação saudável.

Referências Bibliográficas

Assista ao vídeo na plataforma Science Play: Diagnóstico e Manejo da Síndrome do Ovário Policístico

SIMONS, Pomme I. H. G.; VALKENBURG, Olivier; BONS, Judith A. P.; STEHOUWER, Coen D. A.; BROUWERS, Martijn C. G. J.. The relationships of sex hormone‐binding globulin, total testosterone, androstenedione and free testosterone with metabolic and reproductive features of polycystic ovary syndrome. Endocrinology, Diabetes & Metabolism, [S.L.], v. 4, n. 3, p. 1-10, 24 maio 2021. Wiley. http://dx.doi.org/10.1002/edm2.267. 

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